Contos,Crônicas e Poemas de Ed.
Literatura, a arte que liga as pessoas o mais distante que elas estejam.
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Textos
Intertextualidade do soneto de Gregório de Matos
Soneto Caíba

Neste mundo é mais rico, o que mais assalta:
Quem mais limpo se faz, é o que mais defeca:
Com sua língua ao nobre o pobre seca:
O velhaco maior sempre tem fachada.

Mostra o patife da nobreza a carta:
Quem tem mão de agarrar, ligeiro peca;
Quem menos falar pode, mais seca:
Quem dinheiro tiver, pode ser Magnata.

A flor baixa se inculca por caíba;
Bengala hoje na mão, ontem plaina de peroba:
Mais isento se mostra, o que mais cuba.
Para a tropa do trapo vazio a riba,

E mais não digo, porque a Musa aboba
Em aba, eba, iba, oba, uba.

Ed Ramos
Enviado por Ed Ramos em 26/04/2018
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